Ministério da Agricultura descarta irregularidade em carnes na Bahia

Operação Carne Fraca deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira, 17

Na Bahia não há indícios de que os produtos processados pelas duas unidades das JBS (de marcas como Friboi, Swift e Seara) no estado – em Itapetinga e São Gonçalo dos Campos – estejam fora do padrão para consumo. O chefe da Divisão de Defesa Agropecuária da Superintendência Federal da Agricultura na Bahia, Altair Santana de Oliveira, em entrevista ao jornal A Tarde, revelou que as duas empresas baianas da JBS são de padrão de excelência e nível tecnológico muito avançado. Ele assegurou que as inspeções feitas pelo órgão nestas unidades mostram que não há irregularidades como as reveladas na operação da Polícia Federal, que teria passado dois anos investigando as fraudes nos frigoríficos em vários estados. “Imagino que os da Bahia também tenham sido alvo de investigação, mas não foram citados”, disse Oliveira, acrescentando não ter recebido, até o momento, nenhuma orientação do Ministério sobre recolhimento de produtos em São Gonçalo dos Campos onde a JBS produz salsicha, mortadela, frango inteiro e cortes da marca Seara; em Itapetinga o frigorífico da JBS processa carne bovina desossada e embalada a vácuo. O Ministério da Agricultura começou neste domingo (19), a recolher a carne estragada dos três frigoríficos do sul onde a fraude foi confirmada. A operação prendeu executivos dos grupos JBS (de marcas como Friboi, Swift e Seara) e BRF (Sadia e Perdigão) no Distrito Federal e em seis estados, entre os quais Paraná, Santa Catarina e Goiás.

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