Terremoto político em Brasília: “Não renunciarei”, diz Michel Temer

Presidente Michel Temer afirmou ainda que não teme delações premiadas

O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta quinta=feira, 18, que não irá renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. “Não renunciarei. Repito não renunciarei”, afirmou em pronunciamento, no Palácio do Planalto. “Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos, e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, em pronunciamento. Foi a primeira fala do presidente após divulgação na noite de quarta, 17, de reportagem do jornal O Globo em que é citado. A reportagem diz que em encontro gravado, em áudio, pelo empresário Joesley Batista, o presidente teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada de Batista ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba. Segundo Temer, a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) será território onde surgirão todas as explicações e nunca autorizou ninguém a usar seu nome indevidamente. “No Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos”, disse. Temer negou ter concordado com pagamentos a Eduardo Cunha. “Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Por uma razão singelíssima. Exata e precisamente porque não temo nenhuma delação. Não preciso de cargo público nem de foro especial. Nada tenho a esconder, sempre honrei meu nome”, disse.

Ministro da Cultura – O primeiro ministro a anunciar sua saída do governo Temer, foi Roberto Freire, da Cultura.  O ministro é a favor da renúncia do presidente. O outro ministro do PPS, Raul Jungmann, titular da Defesa, havia decidido mais cedo em se afastar, mas, justificando a estabilidade das Forças Armadas, vai continuar no cargo por enquanto. Mais cedo, os parlamentares do PPS publicaram uma nota dizendo que, caso seja confirmado o conteúdo da gravação que incrimina Temer, o presidente então “precisa renunciar imediatamente para a preservação dos interesses do Brasil, com a manutenção da recuperação da economia, a retomada do crescimento e a geração de empregos”.

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