Fundo de Campanha foi item mais contestado em debate sobre Reforma Política

Deputado Euclides Fernandes, debate reforma política com o jornalista Wilson Midlej e o advogado Henrique Malta

A criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia, para substituir as doações empresariais, no financiamento de campanhas eleitorais, foi o ponto mais criticado, no debate realizado na manhã deste sábado, 12, no programa A Semana em Revista (93 FM), apresentado pelo deputado estadual e jornalista Euclides Fernandes, tendo como convidados o jornalista e escritor Wilson Midlej e o advogado Henrique Malta. As críticas direcionadas à criação desse fundo de campanha, — que será composto por recursos da União e corresponderá a 0,5% da receita corrente líquida dos últimos 12 meses, em valores atuais, no montante de R$ 3,2 bilhões de reais—são de que não tem justificativa retirar valores que poderiam ser investidos em outras áreas, como saúde e educação, para pagamento de campanhas eleitorais, “cerca de R$ 800 milhões anuais aos cofres públicos. Chega a ser indecente”, esbravejou o apresentador do programa. O texto da reforma foi aprovado na sessão da última quinta-feira, 10 da Câmara dos Deputados, mas a votação será retomada na próxima terça, 15. As medidas que foram aprovadas do texto-base, para vigorarem nas eleições de 2018, terão de passar até outubro, por votações em dois turnos nos plenários da Câmara e do Senado. No programa A Semana em Revista, também foram debatidos as demais alterações previstas nas regras eleitorais do país, a exemplo do chamado “Distritão”, no qual serão eleitos os deputados federais e estaduais mais votados, o mesmo que ocorrerá em relação aos vereadores.

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