A partir das prisões do delegado José Nélis Araújo, mandante do homicídio do seu colega André Serra, em outubro de 2009, na cidade de Ipiau, o Secretário de Segurança Pública da Bahia, César Nunes, acredita que começou a ser elucidado o crime. Outras quatro pessoas, integrantes da quadrilha de pistoleiros que atuava naquela região, foram presas em Ubatã e Ubaitaba. A operação foi coordenada pelo secretário da Segurança Pública, César Nunes, juntamente com o delegado-geral, Joselito Bispo da Silva, e o coordenador da 10ª Coorpin (Vitória da Conquista), delegado Odílson Pereira.
As ações que culminaram na prisão do delegado Nélis, de Antônio Calumby Filho, Manoel Tercínio de Araújo e Manoel Barreto foi desencadeada após 10 meses de investigações, que comprovaram a relação de José Nélis Araújo com a quadrilha de pistoleiros, responsável por diversas mortes na região Sul do Estado. Nélis recebia dinheiro dos bandidos para não investigar assassinatos, tráfico de drogas e roubos cometidos por eles.
O coordenador de Vitória da Conquista, delegado Odílson Pereira, explicou que as desavenças entre Nélis e André surgiram durante as investigações do assassinato do ex-deputado Maurício Cotrim. Cada um deles apresentou uma versão e acabaram sendo ambos afastados do caso.
Após as divergências, Nélis foi designado para a cidade Feira de Santana e André para o município de Ipiaú, onde passou a investigar crimes cometidos pela quadrilha protegida por Nélis. Sabendo das investigações feitas pelo colega, Nélis encomendou a morte de André ao pistoleiro Magno Nogueira da Silva, que o executou numa rua da cidade. O secretário César Nunes ressaltou o trabalho imparcial feito pelos policiais civis, sem corporativismo, de maneira profissional. Foram cumpridos cinco dos sete mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz Vicente Reis, titular da Vara Crime de Ipiaú.
Nélis prestou depoimento na COE e, devido à determinação da prisão preventiva, ficará custodiado durante trinta dias, podendo ser esse período prorrogado por igual tempo. “Vamos continuar com as diligências e prender todos os envolvidos”, acrescentou Nunes.

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TUDO ISSO FOI PERSEGUIÇÃO POLÍTICA E SEI QUE O DELEGADO NELIS É INOCENTE. UMA PRISÃO FORJADA PELA POLÍCIA CIVIL PARA INCRIMINAR QUEM NÃO FEZ E DEIXAR SOLTO QUEM REALMENTE MATOU O DELEGADO ANDRÉ SERRA.