Para quem mora na Invasão da Saramandaia (em Salvador) é assim. Ou você opta pela lei oficial, que orienta a utilização de um acessório para a sua própria segurança, ou acata uma outra, cruel e implacável, imposta por traficantes que não aceitam que motociclistas escondam seus rostos atrás de capacetes enquanto transitam sobre sua “área de domínio”.
Entre uma orientação pela sua segurança e a garantia da própria vida, o condutor sempre optará pela lei do mais forte. Nesse caso, vence a lei do poder paralelo. Morador de Saramandaia há mais de 20 anos, um motociclista, que preferiu não se identificar, anda sem capacete pelas ruas do bairro com medo de ser confundido com algum bandido rival dos que dominam a região.
A imposição de uma lei paralela e a necessidade de escolher um mal menor, fez um morador a escrever uma carta em protesto, para o jornal Correio da Bahia e que será apresentada ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) como argumento para escapar de uma multa recebida por estar trafegando sem o capacete. Como justificativa, escreveu: “Sei que o uso do capacete é obrigatório. Mas também sei que se eu usar onde moro, pode também ser o meu mal. Então qual vai ser a lei que vai me amparar agora? A lei do código de trânsito ou a lei dos traficantes? ”. Texto: Felipe Campos

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AQUI O QUE MAIS SE VÊ É O USO DE UM SEGUNDO CAPACETE NO BRAÇO O QUE É PROIBIDO PARA QUEM PILOTA UMA MOTOCICLETA.
FORA O CAPADETE, OS MAIS VARIADOS OBJETOS SÃO ASSIM TRANSPORTADOS SEM QUE NINGUÉM FISCALIZE.
INSTALOU-SE O “VALE TUDO”NO TRÂNSITO DE MOTOS.